Com quinze países representados e uma vintena de parceiros no Consórcio que dá corpo à cooperação interinstitucional, a Rede Eur-Alpha surgiu no âmbito de um projecto Grundtvig agora iniciado e vai procurar caminhos de desenvolvimento e ampliação territorial nos próximos três anos.
O tema que melhor caracteriza esta nova rede é o do empowerment e consequentemente o da emancipação e da autonomia nos processos de aprendizagem.
Os países participantes são: Bélgica, França, República da Irlanda, Holanda, Letónia, Espanha, Suíça, Turquia, Inglaterra, Irlanda do Norte, Finlândia, Alemanha, Chipre, Grécia e Portugal. A ANOP é a entidade portuguesa deste consórcio que funcionará até Setembro 20012.
2009/11/10
EUR-Alpha uma nova rede europeia para a alfabetização e literacia
2009/11/04
Lula e o entusiamo com as cooperativas e a auto-organização
Um Presidente que fala das cooperativas e da auto-organização de sectores de actividade com este entusiasmo é de facto estimulante. Em Portugal o financiamento das ILE - Iniciativas Locais de Emprego e das outras modalidades da Criação do Próprio Negócio por parte de desempregados está agora remetido para a banca sem qualquer sistema de promoção e dinamização das soluções cooperativas e de solidariedade social a montante do financiamento. Criar o próprio negócio significa apenas criar a sua empresa. Quando se pensa na acção empreendedora e na iniciativa empresarial a referência é o Belmiro, os jovens Criadores das Faculdades, o empresário de sucesso... A acção colectiva e empreendedora dos socialmente mais fragilizados é completamente desprezada.
Porque será que o Empreendedorismo Social em Portugal é um assunto de "ONG" e de Bancos ditos bem intencionados e não tem amarras nos sectores mais pobres e mais desfavorecidos da população. E quando há organizações que lutam para que assim seja elas são violentamente atacadas e ostracizadas? Mas nós sabemos que não há desenvolvimento social sem empreendedorismo social....
2009/11/01
Encontro Luso Espanhol de Fundações é oportunidade para debate sobre inovação social
Realizado em Évora com a organização da Fundação Eugénio de Almeida, o Encontro Luso Espanhol de Fundações decorreu em sessões plenárias e em debates mais restritos, em workshops de reflexão. Numa das Mesas Temáticas Ana Vale gestora da Iniciativa Comunitária EQUAL apresentou uma comunicação sobre inovação social que sintetiza a experiência daquele programa comunitário em Portugal.
As conclusões de um dos workshops por mim dinamizado foram por sua vez apresentados da seguinte forma:
Carlos Ribeiro
Bom dia, no nosso grupo de trabalho fizemos, este percurso de análise e de reflexão temática a vários níveis e eu dispenso essa abordagem, porque o essencial já foi retratado pelos meus antecessores. A vitalidade do nosso debate centrou-se muito nesta procura de elementos fortes para projectar a acção futura das fundações, eu diria procurando colocar o discurso mais na óptica da acção ou do programa de acção. Eu adiantaria que no grupo de trabalho que realizou esta reflecção nós admitimos duas ideias força, como resultado esperado da acção futura. Em primeiro lugar a necessidade da construção de uma identidade colectiva a nível das fundações que resultará necessariamente de alguma acção conjunta a ser desenvolvida em torno de alguns eixos centrais. Essa identidade colectiva cuja configuração, nós temos que o admitir, não conseguimos circunscrever de uma forma rigorosa, poderá ter uma espécie de denominação como “prudinova”, ou seja, ao mesmo tempo associando a prudência e a inovação, pretendendo combinar esta procura nova com o elemento ainda a desenvolver, a aprofundar, sem nunca largar as amarras da estrutura forte e identitária de cada uma das fundações, mas ao mesmo tempo assumir o risco de nessa projecção colectiva existir algo de inovador, algo de aberto, algo de orientado para o futuro. Esta construção terá de ser desenvolvida a partir de alguma acção conjunta e deverá ter uma referência central: a ideia-força das fundações serem protagonistas centrais das inovações sociais.
