Na gestão dos
recursos humanos das organizações existem actuações extremas. Ou dominam a
rotina e os procedimentos instituídos ou surgem modas em torno da
hipermotivação que conduzem a iniciativas efémeras encobertas por buzz words
inimagináveis. Às vezes o que é importante é dar a palavra aos membros da
organização e envolvê-los em torno dos problemas concretos que melhorem a vida
interna para todos e enriqueçam o projecto e o clima organizacional.
Carlos
Ribeiro | Contributo para Newsletter RSOpt
Foi nesta base
muito prática e realista que foi aplicado pela Caixa de Mitos em diversos tipos
de organizações o modelo do Malmequer da Participação (MP), com destaque para
as organizações da Administração Local e da economia social.
Trata-se de um período
específico de curta de duração durante o qual todos os membros da organização são
envolvidos numa acção de melhorias contínuas.
A metodologia
assenta em alguns princípios fundamentais que asseguram coerência e consistência
da acção a desenvolver:
- Igualdade de direitos e deveres, durante todo o processo, de todos os membros da organização independentemente da estrutura hierárquica existente;
- Regularidade na realização do programa que deve ter uma reedição fixa anual;
- Rigor na execução e operacionalização do programa cumprindo o prazo máximo de dois meses de duração;
- Diversidade e rotatividade anual dos membros do Grupo Dinamizador que deve integrar funções e áreas de actuação na organização diferenciadas;
- Publicitação de todo o processo desde a fase do seu lançamento até ao final, através da afixação obrigatória, em local visível do Malmequer da Participação;
- Sessão plenária com poderes deliberativos, sabendo-se que as medidas a serem implementadas dependerão exclusivamente da auto-organização dos membros da organização para a sua concretização (sem meios adicionais a condicionar a sua concretização). (ler mais clicar em Mais Informações)